Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Nem vás por aí...

Os limites assuntuais. Diferentes pessoas geram diferentes limites e fronteiras perigosas e pantanosas nas conversas. Há sempre um sentimento interior gritante (não finjam que não o ouvem) que nos diz quais os tópicos possíveis de serem tocados e aqueles que são inerentemente tabu em discussões banais e corriqueiras. Aqueles temas que... bom, que sabemos que vão, concerteza, gerar um bate-boca do tamanho da Terra. É aí que entra o tacto. Há quem procure diariamente discussões e vá cair sempre nesses mesmos assuntos. Arestas concorrentes das figuras geométricas das almas dos humanos. Há quem as consiga dobrar em nome da boa convivência social, há quem as afie de propósito, em busca de combates diários que lhes dêem que pensar nas noites frias, solitárias e em branco que passam depois dentro das suas próprias mentes.

 

Será possível evitar para sempre esses confrontos? Será possível passar 5, 10 ou 15 anos a conviver com alguém com quem se sabe que "se ele me fala naquilo, passo-me já!" ? Não são discordâncias profundas, nem será cobardia evitar tais desaguisados. Serão coisas tão banais como a forma correcta de abordar e conversar com uma rapariga sem a aterrorizar ou respostas a perguntas como "o que é que fazes com o teu tempo livre?" Há quem abomine o facto de existir alguém que o passe a fazer (imagine-se!) nada.

Existem depois questões como "que pensas da adopção?" ou "a idade certa para se ter filhos?" Aparentemente existe algures um relógio biológico que requer... melhor, obriga hordes de seres humanos a terem filhos antes de determinada data ou idade. Independentemente de estabilidade financeira, emocional, fiabilidade no presente relacionamento ou até mesmo disponibilidade para educar condignamente uma criança. "Deixa-se na avó!" É preciso é pôr miudagem no mundo porque "tem que ser antes dos 25!". Pronto ou não, aí vai ela!

 

Creio que saber evitar esses limites assuntuais será uma arte. Já lhe chamaram Diplomacia, mas acho que é uma Arte, mesmo. As intrincadas curvas, as mudanças de assunto no sítio certo, na altura certa, a escolha correcta de palavras em fracções de segundo... Tudo em prol de 45 minutos de almoço, momento supremo de descanso, sem embates. Saudações a todos aqueles que têm a coragem de Não andar sempre a dizer "Ah, comigo é assim! O que tenho a dizer digo logo!"... Facas e adagas em riste permanente.

publicado por Luís às 11:32
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