Sábado, 14 de Junho de 2008

o incrível hulk

"Hulk" foi um filme de Ang Lee baseado no herói da Marvel, e eu devo dizer que adorei, tinha as distribuições de porrada do monstrego, metia ali uma complexa relação paternal como subliminar causa do nascimento do monstrego, as sucessões de planos a copiar quadros de banda desenhada eram fabulosas, e em bónus a Jeniffer Connelly como a melhor razão para alguém se tornar um irritadiço bicharoco com meia tonelada. A Marvel considerou que o filme falava demais e fazia de menos, pelo que tratou de reiniciar as aventuras cinematográficas do Hulk com "The Incredible Hulk". Mas se quem acompanha banda desenhada está habituado às parvoíces opções de reiniciar um personagem do zero, quem está de fora pode ficar perdido. "Mas isto não é o Hulk 2?". "Como é que agora é assim se no outro era assado?". "Porque é que ele fugiu se tinham feito as pazes?".

 

Não é um mau filme, é competente, mas raso, superficial, sem toques de empatia como as relações de "X-Men II" ou a espectacularidade de "Iron Man". O início, nas favelas do Brasil, dá uma refrescante mudança de cenário dos laboratórios e dowtown Manhattan tão queridos aos filmes de super-heróis, e nem insulta o espectador ao meter os brasileiros a falar inglês, pelo que Bruce Banner aprende mesmo português e ensaia macarrónicas frases no idioma do Padre Vieira. Claro que não tarda o regresso do bom doutor aos E.U.A., pela promessa de uma cura, para receber beijinhos e miminhos da amada, bem como sopapos de um monstrego igualmente forte e mais feio ainda. O típico filme de acção, mas sem problemas, não se espera uma profundidade de Shakespeare, os efeitos especiais permitem os níveis de destruição que se querem ver, e há por ali um ou outro piscar de olho a quem conheça as histórias originais. Edward Norton é que não assentou bem, a intensidade do actor cai muito melhor em neonazis violentos e revolucionários com dupla personalidade do que cientistas neuróticos, pelo que fica tão deslocado como os Metallica a cantarem Queen. E nem falar de Liv Tyler, que não é bonita, nem boa actriz, e passa o filme a choramingar "it's OK", pelo que podiam meter um gravador com uma imagem da Jeniffer que até daria melhor efeito.

 

 

 

E outra coisa, a última vez que verifiquei, o Hulk tinha força para abalroar comboios em alta velocidade e aguentar aviões com as turbinas ligadas no máximo. Quem teve a brilhante ideia de o meter com tantas dificuldades a livrar-se dos homenzinhos fracotes e a lutar com armas improvisadas? Juro que nem uma sequência com piruetas slow motion à lá Matrix faltou por ali! Mas pronto, não adormeci na sala, o sinal básico para não dar o dinheiro por desperdiçado, e o final até reserva o ultimate piscar de olhos, quando o próprio Tony Stark aparece a falar de "uma equipa", uma referência aos Vingadores que a Marvel anda a espalhar pelos seus filmes. Se bem que qualquer ideia de um filme desses acaba por ser fútil, porque o melhor filme dos Vingadores já foi feito nos volumes de The Ultimates.

 

 

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publicado por Rui às 18:14
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2 comentários:
De Nuno a 15 de Junho de 2008 às 02:30
E um spoiler alert? Não há?

Bem... Agora nem sei se hei-de ir ver. O Jolly Green Giant nunca foi dos meus favoritos.

Excepto na versão Derradeira. Mas como dizes, a fazerem um filme dos Derradeiros é meter aquilo tudo em PDF e exibir num data show! :D

Cá espero até ao Cavaleiro das Trevas... Esse sim, promete!


De Rui a 15 de Junho de 2008 às 19:26
Podia mesmo ter deixado um aviso acerca de spoilers, mas acho que o único estrago é a surpresa da cena final, que de resto não conta nada para o filme. De resto, espero não estar a estragar nada ao revelar que, enfim, o Hulk é na verdade o doutor Banner e que, surpresa!, ele até derrota o outro monstrego feio no final! ;)


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