Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

O Pequeno-Poder ao Poder!!

Qualquer dia destes vou-vos falar da empregada do bar da sala dos professores da minha presente escola. É o exemplo perfeito para falar no mais simples conceito que magiquei por estes dias: o pEQUENO pODER.
Todos nós já vimos ou fomos vítimas dele. O pequeno poder é aquele manobrado por todo e qualquer mortal assim que se vê numa qualquer cadeira de plástico desbotada pelo sol e se julga num trono.
A mencionada senhora de quem falarei um dia destes é absolutamente mestra em tal demonstração. Logo no meu primeiro dia, ao entrar no também já mencionado bar da sala dos professores às 08h12m fui brindado não com os esperados "Bom dia!" ou "Ena, carne fresca!" mas sim com o definidor de pequeno poder "O bar só abre às oito e um quarto!"

Lindo! Toda a mestria, toda a destreza, o manobrar ágil do verbo no imperativo sem no entanto proferir uma ordem de facto. E isto prolonga-se a tudo o que é relacionamento com tudo o que é professor  contratado ou que se encontra no primeiro ano naquela escola. 
"Senhor professor, a chávena não fica na mesa!"
"Senhora professora, não pode deitar o lixo nesse caixote depois das três da tarde!"
"Senhor professor, tem que sair agora desta mesa que é para quem vai almoçar."
"Senhor professor, veja se me dá o dinheiro por cima e à esquerda da montra dos pastéis de nata, enquanto se apoia apenas numa perna e canta o genérico do "Justiceiro"." ...

Isto são exemplos que me ocorrem a esta hora. Todos nós já os vimos em dezenas de outras situações. Um empregado de balcão que nos responde ao nosso "Faz favor..." com um erguer de mão do tipo "Aguenta aí os cavais que tou a bater couros à menina do quiosque." É toda a nata-da-nata da sociedade que nos diz que lá fora até podemos ter licenciaturas, mas ali quem manda são eles. Uma espécie de pequena vingança e gratificação por nunca irem ganhar muito mais que o salário mínimo. Deve até vir no contrato como pseudo-grojeta. Digo eu. Um pouco como os escaravelhos do escremento se sentem relativamente bem quando são comidos por pássaros e afins. "Se soubesses onde eu já andei com estas patas... Eheheheh...", pensam eles.
publicado por Luís às 23:48
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