Domingo, 12 de Outubro de 2008

twatting

I was pretty much convinced the majority of portuguese publishers to be a bunch of major twats since I first looked for the portuguese version of the bestseller "The Pillars Of The Earth", and found that it had been split into two volumes, the first conveniently priced at twenty euros, the second even more conveniently priced at twenty five euros and both supporting a cover so bland and uninspired as if it had been taken from a random search in Google Images. I ended buying the damned stuff as it came with the approval seal of Bloquito's buddy, who had already introduced me to "The Warlord Chronicles", the best arthurian story ever written, or should I say, the only arthurian story worth mentioning, as it features no such ridiculous affairs as shimmering ladies from the lake raising glittering swords and bloody peasants and foul and cruel and bad-tempered beasts that... Right, so maybe Monty Python's "Quest For The Holy Grail" is also worth a mention.

 

Anyway, the other week the sequel "World Without End" also met its portuguese launch and I realized how my complaints had been put into a sack and thrown down to a nuclear reactor as it showed the same two-volume-split, the same convenient prices, the same monotonous covers. A former prime-minister of ours would say it's only a matter of doing the Math, so I did, coming down to the complete collection costing the equivalent of the required budget for feeding an entire family with two children during one week. If that alone would suffice to make my brain boil, a single trip to Fnac store threatened to make the dirty pinky organ leave my skull, get a shotgun and hunt down the ones responsible for this because the original versions for both books cost eleven and seven euros, meaning both original were cheaper than a single portuguese volume!


But I guess this is the moment when completely unfounded arguments start to pop up, so let's get those out of the way. No, an higher price doesn't take into account the translator's work, because the market reality in Portugal is an utter pile of excrement and it is much more likely the poor sap is being paid the minimum wage with a deadline quicker than me running to the bathroom in one of those stupid Chron's crisis and all money being redirected to the mighty and greedy and Audi-R8-driver CEO, as can be clarified by the fact that any work by António Lobo Antunes or Fernando Pessoa is cheaper in foreign versions. Another statement would argue that portuguese books are introduced with better covers, stronger page layouts, superior quality paper, because books are also tangible objects that need to be touched and felt and yada, yada, yada, but the only thing that opens a book the possibility to attain the "work of art" tag is embodied in all the ideas, emotions, research and work put down by the author. Without any of it, books are no more than simple flat dead wood.

 

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publicado por Rui às 19:57
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4 comentários:
De Mauro Maia a 13 de Outubro de 2008 às 10:08
Não questiono a qualidade literária da saga «The Warlord Chronicles» mas como pode esta ser «the only arthurian story worth mentioning, as it features no such ridiculous affairs as shimmering ladies from the lake raising glittering swords and bloody peasants and foul and cruel and bad-tempered beasts»? Não faz parte intrínseca da história (uso o «h» minúsculo porque a existência factual do Rei Artur continua por provar) todos esses «ridiculous affairs»? Quando Geoffrey of Monmouth escreveu, no século XII, a sua «imaginativa» (à falta de melhor termo) «História dos Reis de Inglaterra», recheou-a de «factos» desse mesmo cariz, como os Troianos, após a fuga de Tróia,após fundarem Roma, terem prosseguido e fundado a Bretanha pré-romana; ou a história do Rei Lear, que dividiu o seu reino (a Bretanha) entre as suas 3 filhas (este «relato» viria a inspirar Shakespeare, no século XVII, a escrever a sua peça «Rei Lear»). Percebo que tenha mais interesse uma história despojada desses «factos» ficcionados, como dragões e bruxas e em que Merlin é um simples prestidigitador. Torna-a mais verosímil (o que é perigoso, já que pode reforçar a ideia de que tem fundamentos históricos que não possui) e isso aumenta-lhe a qualidade literária. Mas, simultaneamente, tornando-a «the best arthurian story ever written», não a torna exactamente a menos arturiana história já escrita? Ainda não vi a «Busca do Santo Graal» dos Monty Python (ainda que me recorde de uma cena em que se vê um cavaleiro e se ouve os passos da sua montada, até que a câmara se afasta e percebe-se que o cavaleiro anda a pé e tem um criado atrás de si a fazer os sons de um cavalo a andar usando cascas de coco). As formas «imaginativas» como as editoras portuguesas mantêm o seu negócio em funcionamento (num mercado pequeno em habitantes e minúsculo, em termos percentuais, de leitores) é horrível de se vivenciar e fascinante de analisar. Os tais argumentos que querem, à viva força, explicar o preço elevado dos livros traduzidos em Portugal por algo que não seja servir como bóia flutuadora para as editoras portuguesas são destituídos de ligações a factos concretos e verosímeis, como bem apontas. Nunca leria o «Da Vinci's code» se não tivesse encontrado a sua versão inglesa original por metade do preço da portuguesa, mesmo tendo em conta que foi comprada fora do continente (onde os livreiros dão a desculpa «imaginativa» de que aumentam os preços devido ao custo de transporte). Como bem apontas, mesmo os livros portugueses, traduzidos para outras línguas e depois retornados a Portugal são mais baratos do que a versão portuguesa original. Usando esses «imaginativos» argumentos, o preço deveria triplicar, já que há o custo de os levar para o estrangeiros, mais o preço do tradutor e mais o preço de os transportarem de novo para Portugal! São formas de as editoras comerem uma fatia maior do valor real dos livros, apenas isso.


De Rui a 13 de Outubro de 2008 às 19:28
É verdade, acaba por ser a última história de Artur, porque não tem um Merlim sábio e bondoso, nem um Tristão belo e apaixonado, nem um Lancelot corajoso e aguerrido, muito menos dragões e magias. O problema com magias e amuletos e semelhantes é que profundos dilemas emocionais e psicológicos podem ser resolvidos com a simples destruição de um anel, ou encontrando pedras mágicas que restauram a destruição no mundo, o que acaba por retirar qualquer hipótese de profundidade à história. Há quem diga que esses objectos míticos representam a busca pelo que de mais profundo (e não necessariamente o que de melhor) existe na alma humana, mas também podem ser apenas muletas para ideias fracas.


De Nuno a 15 de Outubro de 2008 às 23:08
Cheers mate! Bloody well written, ol'chap! I never thought You would be able to amaze me both in Portuguese and in English... Jolly good writing for a non native, I say.

The thing with Portugal and books is that few (?) people read them, in one hand, and that books are frightfully expensive to buy. This is at least what some twit experts say.

My thoughts go along yours, as sure that bugger driving the Audi R8 is making all the money and scoring all the lasses but the poor man doing the translation... well... gets lost in it and doesn't get paid enough to bother.

I support buying English literature in the original versions and I'm glad you did buy yours cheap and simple.

Ta ta!


De jonasnuts a 16 de Outubro de 2008 às 12:29
Olá,

Este blog está em destaque na homepage dos Blogs (http://blogs.sapo.pt) e na área de comunidade da homepage do SAPO (http://www.sapo.pt).

Parabéns e continuação de bom blog :)


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