Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

às duas décadas e qualquer coisa

Foi necessário chegar aos vinte e oito anos para a sociedade me considerar um adulto, e se sempre tive para mim que ser "adulto" seria ter uma resposta pronta para tudo e saber exactamente o que fazer em qualquer ocasião, os tépidos e melosos pântanos da vida têm-me provado espectacularmente errado, porque a verdadeira transição para esse momento tão especial não seu deu por perder a virgindade, apanhar uma bebedeira, dar as primeiras passas, publicar um best-seller, saber que um polígono de oitenta e sete lados é chamado de octacontacaiheptágono, conseguir a carta de condução, iniciar-me a trabalhar, sair de casa, casar, mas por, finalmente, ter recebido a minha carta da Reader's Digest a admitir que posso ter ganho um fabuloso prémio. Não há nada mais adulto do que sabermos que sim, somos um dos felizes um por cento, escolhidos em todo o país, a (eventualmente) ter ganho muitas barras de ouro.

 

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publicado por Rui às 07:58
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