Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

C'oa Breca que é quase fado!

Alma manchada de café,

Fazes-me uma careta

Da outra ponta do estaminé

Enquanto serves uma preta.

 

Pairas no ar do tasco

Fazes-me sorrir o sabor do vinho rasco.

Daria tudo que ganhei

No dia que agora definha...

Sentir-me-ia um rei,

Se fizesses do meu colo teu trono de rainha.

 

Nem meia palavra consigo

Quando passas a voar de repente.

De propósito, dás-me um toque de teu umbigo

Numa ida a uma estante alta, mesmo à minha frente.

 

Melhor assim, penso eu.

Eu não sei falar de amor.

Já li sobre Cyrano e Romeu

Mas eu só consigo olhar com calor.

 

"Olhar com calor também chega"

Disseste-me ontem na minha rede.

"O amor precisa de muita rega

E o teu abraço mata-me a sede".

 

Chega a hora de fechar...

Queria já correr e roubar-te,

Mas é com a vassoura que vais bailar.

E eu saio para a noite a esperar-te.

 

Murmuras a nossa canção,

Eu marco o compasso com o isqueiro.

Acendo um cigarro de antecipação

Com o que sonhei o dia inteiro.

 

Minha casa é já teu beijo,

É aqui no teu abraço que faço sala.

Parto para onde queiras com um teu desejo,

Meu coração é a minha mala.

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publicado por Luís às 21:30
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