Sábado, 15 de Novembro de 2008

o código do ecoponto

Estou certo que ninguém conseguiu dormir a pensar na problemática do colocar as embalagens de tetrapak no ecoponto do cartão ou do metal, pelo que venho agora trocar ainda mais as voltas à questão, já que não sou daqueles que enfrenta os desafios pelo prazer de encontrar soluções, mas apenas para ver se resulta em confusão, e de preferência com sopapos à mistura. Se houver um acidente na estrada e tudo estiver resolvido, as declarações assinadas e os feridos tratados, sigo caminho, mas se houver discussão e berros, estou lá a aplaudir e a dizer que sim senhor, você tenha vergonha na cara!, e se necessário empurro alguém pelas costas e digo que foi o palerma ao meu lado que fez. Isto porque ao preparar uma embalagem de leite de baixa lactose para ser colocada na reciclagem, dei por mim, como tantas vezes acontece, a calcular as milhentas variáveis envolvidas na equação de se colocar a dita cuja no ponto do cartão ou no ponto de metal, como discutido no último artigo, e foi então que reparei haver na embalagem uma referência ao ecoponto amarelo, i.e., o de plástico! Se para o comum dos mortais isso seria o encerrar do debate, é no plástico e pronto, para mim acrescentou ao sistema, já de si intricadamente complexo, uma equação de triplo integral, pois talvez o fabricante se tivesse enganado a colocar o selo da reciclagem, ou talvez até estivesse ali a prova de uma conspiração de um antigo culto místico criado durante a crucificação de Jesus Cristo, que de alguma maneira estaria a usar as embalagens de tetrapak para dominar o mundo. Mas que teorinhazinhas de excremento, hã?, estas da conspiração, ainda há pouco tempo tive de aturar as histórias de quem via na eleição do Barack Obama mais uma prova de um plano de vilões tão distorcidos e caricaturais que só lhes faltava estarem sentados numa poltrona a afagar um gato branco, e quando começou a tentar provar o que estava para ali a dizer com o funcionamento da Reserva Federal dos E.U.A., tornou-se claro que ainda recebia mesada dos papás para viver e que nem das próprias finanças sabia tratar, quando mais da economia de uma das nações mais ricas do mundo. Não tenho nada contra o Dan Brown e gostei d' "O Código Da Vinci", mas no dia em que conhecer o senhor, vou-lhe mandar um bem mandado par de sopapos por ter exarcebado a níveis absolutamente parvos este género de iluminados que acha que o facto de a Escandinávia estar representada de tal modo nas moedas de dois euros que se desenhada ao contrário fica com ar de um pénis em erecção, é um claro sinal que o mundo vai acabar. Aliás, não lhe vou mandar um par de sopapos. Vou empurrá-lo pelas costas e dizer que foi o palerma das conspirações, que de certezinha também estará lá para chorar como o Robert Langdon é o novo messias, o culpado. E como parece que o senhor Brown até chegou a nível castanho dos cinturões de Tae Kwon Do, isso é capaz de resultar em momentos divertidos.

 

Etiqueta:
publicado por Rui às 13:33
ligação | comentar

Março 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

29
30
31


Pesquisar

 

Arquivos

Março 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Maio 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Artigos recentes

assim a modos que daquela...

coisas em que não se pens...

também é verdade

os anéis no céu

P.A.C. Man

no trabalho

emoções

à procura...

#1

intenções

RSS

:.