Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

what colour is your parachute?

Patranha que define a Humanidade é O Amor ser tido como o melhor que existe, como se O Amor fosse um jardim onde me sentasse enquanto folhas de palmeira são abanadas para me refrescar e mel com néctar é servido por portentosas amazonas, e não uma parvoíce que quando ataca me deixa dias sem comer e noites sem dormir, mas a experiência explica que este género de considerações é quanto basta para ser apontado que "não é nada disso!", e "isso és tu que és assim!", por isso quando me perguntam, sabendo-me detentor de toda a Verdade, qual a maior patranha da Humanidade, não tenho pejo em apontar a frase "agora é começar a enviar currículos!".

 

Não, não assobiem para o lado, como se não soubessem: acabados com a Universidade, começam o  complicado mundo adulto a fazer uma pesquisa de empresas no Google e a enviar um número parvo de currículos, no meu caso foram algumas centenas, para ficar com a cara de "isto não está nada fácil" quando nem uma resposta é conseguida. "What Colour Is Your Parachute?" ganha logo uma estrela dourada ao demonstrar como esta prática é muito má, e uma segunda estrela por ter um nome tão obnóxio que apenas ao olhar o título é impossível perceber que é uma esmagadora referência do mercado. Mesmo terminado, não se percebe o que é o paraquedas, ou porque alguma vez interessou a cor, mas considerações metafóricas nunca foram o meu forte, portanto vamos continuar.

 

"What Colour Is Your Parachute?" é um livro tido como uma bíblia da procura de emprego e com um número absolutamente parvo de exemplares vendidos. A primeira parte explica a parte prática da procura de emprego, as melhores maneiras de procurar, as piores maneiras de procurar, o comportamento durante a entrevista, a discussão do salário, iniciar um negócio próprio, perceber as capacidades inatas que cada pessoa tem para o mundo de O Trabalho, entre outras. Uma terceira estrela dourada vai para o autor Richard Bolles, que mistura informação técnica, casos de estudo, experiência profissional, questões actuais, episódios da vida pessoal, exercícios práticos, um toque de espiritualidade e muito humor. A segunda parte salta para cima da psicologia humana e da necessidade de O Emprego como parte de realização pessoal e integração social, um tópico que até podia considerar utópico e ranhosar que a Vida não é assim e que isto é tudo muito complicado, mas a vida também é um toque de Utopia. Vida é aquele dia lixado em que o chefe nos faz a vida negra e o saldo bancário revela uma queda maior que a do Benfica contra o Trofense, mas Utopia é o maravilhoso decote que passa quando voltamos para casa resmungões e rezingões. Não é uma poção mágica, não é uma solução para nada. Mas se é muito mais agradável!

 

Nota: parece que instalei grossa polémica no anterior artigo ao não referir quem era a minha companhia ao teatro, uma polémica que instalou a tal ponto que agora me encontro todas as manhãs a espreitar pela persiana antes de sair e a perguntar-me que carro preto de vidros fumados é aquele que todos os dias está parado em frente à casa e porque me segue até ao trabalho, pelo que aproveito para referir que a sugestão deste livro me foi deixada por alguém com elevados níveis de mimo e fofura. Mas agora manda o carro embora. Vá lá. A sério!

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publicado por Rui às 10:39
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