Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Cliché dos clichés...

 

De cada vez que me perguntam ou pedem para escrever qualquer coisa ou "para quando um próximo artigo no sempre amado Bloquito(s)", sinto-me genuinamente como aquele velho general, expressão máxima do cliché de fantasia e histórias de guerra-barra-medievais-barra-fantasia, que há muito que pendurou as botas e escondeu a espada debaixo da cobertura de colmo da sua casa na quinta onde agora cultiva vegetais e onde tem dois porcos.

Recuso-me. Não me consigo incomodar. Tenho quase a certeza de que não há batalhas de jeito para mim. É impressionante o quanto ainda sangra e dói a porcaria do corte traidor que tenho nas costas e que teima em não fechar.

 

Claro que toda a gente sabe como acabam esses generais pseudo-reformados com nenhuma vontade de voltar a pegar em armas. Alguma coisa os faz sempre prolongar o braço com mais um metro de aço (ou trinta centímetros de esferográfica), mas pronto. A salsa que plantei ainda não brotou, a época da cebola está quase à porta, a porca está para dar leitões daqui a semanas. Agora não posso. Agora não vou.

publicado por Luís às 11:20
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