Sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Abreu, dá cá o meu!

E pergunto-lhe, incauto leitor, qual é a semelhança entre mim e a Luciana Abreu?

 

Momento de pausa para o leitor se maravilhar com a técnica estilística de iniciar o artigo com um choque que capta logo a atenção, técnica utilizada, ainda que obviamente com muito menos sucesso, na sequência inicial d’ “O Resgate do Soldado Ryan”, ou nos primeiros segundos da música da Guerra das Estrelas.

 

Ao contrário do que vão pensar, não é uma questão gratuita, daquelas feitas para atrair ao Bloquito(s) quem anda a procurar por “Luciana + Abreu + seios” no Google. Não, é algo com toda uma profundidade, semelhante em relevância à problemática dos velhos que se sentam no café a falar sozinhos. Alguma vez apanharam um destes? Durante esta semana sentei-me a jantar, e na mesa ao lado estava um, a falar para o ar, a gesticular irritado, a abanar a cabeça hesitante. Sozinho, lá está. Aposto que estava a pensar em algo que os irrita tanto a eles como me irritam eles a mim, nomeadamente e mormentes, a mania que as mulheres têm de passar a vida a choramingar que os homens são uma cambada de parvos, idiotas, cabrões, palhaços, imbecis, cromos, burros e bobalhões, entre outros mimos. Não é uma questão que me perturbe a mim, claro, porque após quatro anos de Bloquito, fiquei detentor de todas as verdades do Universo, e estas questões menores não me incomodam – mas se atormentam o atormentado idoso!

 

Pois, e eu sei que é isto que cada velho que se senta num café a falar sozinho está a pensar, os homens são mesmo, todos eles, uma cambada de parvos, idiotas, cabrões, palhaços, imbecis, cromos, burros e bobalhões. E a culpa, reflecte o reflectivo anoso, é das mulheres, claro. Porque se é um facto tão profundo que os homens fazem qualquer coisa pelas mulheres, porque são eles uma cambada de tudo o atrás descrito? Porque elas gostam assim, e a a partir do dia em que exijam que eles deixem de ser uma cambada de parvos, idiotas, cabrões, palhaços, imbecis, cromos, burros e bobalhões, os homens não terão hipótese nenhuma que não seja deixarem de o ser. E apesar de não ter percebido nada do que o raio do velho sentado ao meu lado dizia, sei que era isto que ele dizia.

 

Sei também que a doce Luciana gostaria de um homem que com ela partilhasse o facto de ter visto o seu contrato rescindido por uma certa e determinada grande empresa portuguesa (gostaria de salientar que o facto de ser uma "grande empresa" não quer dizer que seja uma "empresa grande", da mesma maneira que uma boa mulher não é necessariamente uma mulher boa). Vai daí que eu, enquanto bom homem, e igualmente homem bom, vi também o meu contrato com essa certa e determinada empresa portuguesa não renovado. Mas apenas por causa da Luciana, a quem aproveito para mandar uma beijoca de agradecimento. E uma outra para agradecer a oportunidade de ter utilizado, pela primeira vez num artigo, a palavra “bobalhões”. Muito obrigado.

 

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publicado por Rui às 11:25
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