Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

confissões v

Fazer uma curta, e tão carregada de profundidade, participação de exactos dois segundos num filme do Mário Augusto, foi quanto bastou para a Academia ponderar a criação de um óscar de "melhor, e mais carregada de profundidade, participação de dois segundos num filme", mas desistiu após perceber que o referido acabaria por me ser atribuído todos os anos. Confesso que  foi um alívio, porque a ideia de todos os anos ter de fazer um discurso de agradecimento, indeciso entre a opção de apenas agradecer à família, ou enveredar pela crítica política, ou pulverizar os milhões de espectadores com a revelação da Verdade Universal, era constrangedora.

 

Indecisões é algo em que tenho de prestar muita atenção, confesso que ainda este Domingo fiquei indeciso sobre como passar o final da tarde, e acabei a ver o Porto - Benfica, cujo único interesse foi no dia seguinte toda a gente o falar como um grande jogo, e digno de dois candidatos ao título, e etc. De certeza que estavam a pensar noutra coisa qualquer, talvez um hipotético Porto - Benfica da Quinta Dimensão jogado pelas Amazonas do Fim do Universo, porque se aquilo foi um grande jogo, então o Artur Albarran é um homem extremamente sexy. Para a próxima fico a fazer coisas mais interessantes, como ver outra vez o Dragon Ball, admito que há uma música daquilo que me faz sempre chorar, aquela que passa quando o Son Goku reúne a energia dos habitantes da Terra para derrotar o Buu Buu. Sendo eu um bom português e cristão, escondi isso como uma vergonha, até ao dia em que uma amiga confidenciou que ela chorava sempre que o Vegeta se sacrificava, também para derrotar o Buu Buu.

 

Toda esta patacoada de confissões para confessar que o Bloquito passou no início da semana pelo seu quinto aniversário, e toda a gente, a começar pelos autores, e seguindo pelos principais jornais, televisões e blogues, deixou passsar e efeméride. Aniversários são momentos para deixar discursos lacrimejantes a recordar esta meia década, e a admitir que aprendi tanto e como sou agora uma pessoa mais forte, mas estaria a ser ainda mais mentiroso que aquela gente que acha que o Porto - Benfica foi um grande jogo. Nas séries da televisão é que ser um autor do Bloquito seria sinónimo de orgias, drogas e histórias bizarras, em que cada artigo seria escrito sobre o efeito da cocaína inalada com a ajuda de uma nota de quinhentos euros, a enfiar uma garraja inteira de Jack Daniels pela goela abaixo enquanto uma prostituta me servia um sexo oral por baixo da secretária enquanto escrevesse. Talvez o mais interessante que posso contar é que por vezes escrevo à secretária, outra vezes sentado na cama, o que suponho que não é muito emocionante, mas já se sabe que reservo as minhas emoções para as participações de dois segundos nos filmes do Mário Augusto.

 

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publicado por Rui às 23:26
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1 comentário:
De Artemisa a 11 de Fevereiro de 2009 às 23:26
:D


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